SOBRE O AUTOR

BIOGRAFIA PRÊMIOS

Comecei a fazer poesias em 1980, incentivado por uma amiga que ainda hoje me anima os passos. Os versos, embora estivessem repletos de sentimentos, eram patéticos, no sentido literário, e pouco acrescentavam. Ainda assim, eram a maneira que encontrei para romper um silêncio que me me oprimia. 

Fernando Pessoa diz, com muita propriedade:

"O poeta é fingidor.

Finge tão completamente

que chega a fingir que é dor

a dor que deveras sente."

Talvez ninguém melhor que Fernando Pessoa para descrever o que sinto... Mas foi assim que prossegui fazendo versos. Conheço bem as minhas limitações culturais e não me importo com a crítica, porque a realidade está além (ou aquém) da crítica. Assim, o que escrevi, do modo como o fiz, foi puramente a expressão de meus sentimentos e a visão que tive do mundo ao meu redor, nestas duas décadas passadas desde o meu primeiro verso. Sonho em publicá-los? Claro! Dizer o contrário seria mentir a mim mesmo e às pessoas a quem me dediquei. Mas o simples fato de poder deixar alguns poemas aqui para serem lidos já me satisfaz.

Por hora, talvez seja o bastante! E se algum valor houver no que escrevi, isso veremos depois.  O que importa é me sentir bem ao escrever. E que as pessoas a quem fiz meus versos saibam ler, nas entrelinhas, a verdade de meu coração:  Durante toda a minha vida eu guardei meus sentimentos. Agora, diante desta tela eu desnudo a minha alma, para quem queira ver e interpretar.

Se cada verso meu valesse um conto... quanto contaria!

Mas, de tudo isso ( espero ) algo é poesia!

Em 1999 fiz uma pequena revisão em meus rascunhos. Descobri coisas que nem eu mesmo saberia dizer se havia escrito. Mas ali estavam, centenas de folhas de papel amassado, amarelado e sujo. Era a minha vida ali, numa velha caixa de papelão e, exceto alguns poemas já publicados em coletâneas e algumas trovas e poemas participantes de concursos literários, tudo era inédito. Durante meses eu os digitei, cada um deles, como se os reescrevesse. Depois de quase tudo pronto eu os dividi em livros. Só então pude perceber que, a despeito de ter ou não qualidade, era uma considerável quantidade de "sentimentos"....

 

 

Reinaldo N. Luciano

 

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